SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
2025-01-06

A catequese da Paróquia da Encarnação trouxe mais beleza e mais alegria à celebração da Solenidade da Epifania do Senhor. Representando os Magos do Oriente, e, tal como eles, trouxeram os presentes, mas e muito mais importante do que isso, louvaram e cantaram ao Menino Jesus.  

Um novo ano começou trazendo o sonho de uma vida nova, que a rotina e as dificuldades podem dissipar. Precisamos de uma estrela a guiar-nos, como foi com os magos vindos do Oriente.
Perseveraram na busca. E em Belém encontraram no Menino que nasceu para nós, o sonho da nova humanidade feito carne. Mas primeiro procuraram entre os poderosos de Jerusalém, políticos e religiosos, que ficaram perturbados com a notícia. Não, a Nova Humanidade não nasce aí. Voltaram ao caminho e a Estrela iluminou-lhes os passos até Belém, casa de pão, casa de família. O Infinito fez-se hóspede da nossa finitude, na simplicidade duma casa: de Maria e de José; de qualquer um de nós!
Epifania não é chegada; é partida. Os magos voltaram ao seu país por outro caminho. Não o dos grandes, mas o da manjedoura, dos pequenos. Os magos estimulam-nos a usar outros caminhos, a abrir outras rotas no coração. Incitam-nos a ser buscadores. Buscadores de sentido: nos acontecimentos, no encontro com cada ser. Aos buscadores, Deus faz brilhar uma Luz. Aos visionários, Deus revela sentidos desconhecidos. Aos inquietos, Deus dá uma Estrela que lhes indicará estradas novas, percursos insuspeitados. 

Também na Igreja do Barril e meditando na frase “Deus vem até nós” , os meninos construíram o presépio, recordando assim que Deus não permaneceu invisível no céu, mas veio à terra, tornando-Se homem numa criança.

Porém o Mistério da Encarnação não é uma realidade do passado, mas continua a atualizar-se em cada tempo, hoje, na existência de cada pessoa que, como os pastores de Belém, acolhe o anúncio: Hoje nasceu para vós, um Salvador, Jesus, o Messias Senhor.
Em cada tempo, hoje, Deus quer vir às pequenas coisas da nossa vida, quer habitar na nossa realidade quotidiana, nos gestos simples que realizamos em casa, na família, na escola, no trabalho. A enfermeira que cuida, os cientistas que descobrem os caminhos, o GPS que nos guia, a família que acolhe, o lar que nos abriga, por exemplo, são nos dias de hoje símbolos do presépio vivo de há dois mil anos.

É na nossa existência ordinária que Ele quer fazer coisas extraordinárias.